Sucesso de público e crítica, longa de Bong Joon Ho recebeu seis indicações ao Oscar® 

Depois das seis indicações que recebeu ao Oscar® 2020 (Melhor Filme, Direção, Roteiro Original, Filme Internacional, Montagem e Desenho de Produção), o público pediu e o circuito exibidor de PARASITA foi ampliado de 42 para 76 salas. Distribuído no Brasil pela Pandora Filmes e pela Alpha Filmes, o longa já foi conferido por mais de 200 mil pessoas nos cinemas. 

O filme dirigido por Bong Joon Ho estará em cartaz, a partir desta quinta-feira (16/1), nas cidades: Aracaju, Belo Horizonte, Belém, Brasília, Caraguatatuba (SP), Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Granja Viana (SP), Itajubá (MG), João Pessoa, Londrina (PR), Maceió, Maringá (PR), Niterói, Pelotas (RS), Porto Alegre, Recife, Ribeirão Preto(SP), Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, São Paulo, Teresina e Vitória. 

Na trama, todos os membros de uma família estão desempregados e vivendo na miséria, até que o filho mais velho arruma emprego como professor de uma garota rica e o contato dessas pessoas com a vida de luxo e glamour as leva a fazer o necessário para ascenderem socialmente. 

Assim como nos longas anteriores do diretor, a crítica social está presente em PARASITA, desta vez ainda mais forte ao questionar o estado da sociedade atual e a impossibilidade de pessoas de diferentes classes viverem juntas em um relacionamento simbiótico. E é a partir dessa premissa que Joon Ho definiu o título do filme: “há pessoas que esperam viver com outras de uma forma coexistente, mas isso não funciona, então elas são empurradas para uma relação parasitária. É um título irônico”, diz. 

As duas famílias nesta história têm algumas coisas em comum, sendo ambas compostas por quatro membros com um filho e uma filha. Mas, em suas vidas cotidianas, ocupam dois extremos completamente diferentes. Joon Ho define esses dois núcleos: “os Kim são uma família de classe baixa que vive num apartamento no subsolo, com apenas a esperança de uma vida comum. O pai falhou nos negócios, a mãe sonhava ser atleta e nunca conseguiu e o filho e a filha tentaram entrar para a universidade diversas vezes sem sucesso. Em contraste, a família do Sr. Park, que trabalha como CEO de uma empresa de TI e é workaholic. Ele tem uma bela e jovem esposa, uma linda filha no Ensino Médio e o filho pequeno. Eles podem ser vistos como uma família ideal de quatro membros entre a elite urbana moderna”. 

Com PARASITA, o diretor quis “retratar a contínua polarização e desigualdade de nossa sociedade. Estamos vivendo uma época em que o capitalismo é a ordem reinante e não temos alternativa. Isso no mundo inteiro. Na sociedade capitalista de hoje, existem castas que são invisíveis aos olhos. Nós tratamos as hierarquias de classe como uma relíquia do passado, mas a realidade é que ainda existem e não podem ser ultrapassadas”, explica.  

O filme é em partes engraçado, assustador e triste e mostra as inevitáveis rachaduras que aparecem quando duas classes se enfrentam na sociedade cada vez mais polarizada de hoje. PARASITA leva o público a pensar. Um dos longas mais aclamados do ano, exibido em dezenas de Festivais, e uma aposta certa na temporada de premiações em 2020. 

SINOPSE 

Todos os quatro membros da família Kim estão desempregados, porém uma obra do acaso faz com que o filho adolescente comece a dar aulas privadas de inglês à rica família Park. Fascinados com o estilo de vida luxuoso, os quatro bolam um plano para se infiltrar nos afazeres da casa burguesa. É o início de uma série de acontecimentos incontroláveis dos quais ninguém sairá ileso. 

FICHA TÉCNICA 

Direção: Bong Joon Ho 
Roteiro: Bong Joon Ho, Han Jin Won 
Elenco: Song Kang Ho, Lee Sun Kyun, Cho Yeo Jeong, Choi Woo Shik, Park So Dam, Lee Jung Eun, Chang Hyae Jin 
Produzido por: CJ Entertainment 
Produção: Barunson E&A 
País: Coreia do Sul 
Ano: 2019 
Duração: 131 min. 

SOBRE O DIRETOR 
Nascido em Daegu, Coreia, em 14 de setembro de 1969 

Parasita é o sétimo longa do aclamado diretor Bong Joon Ho, depois de “Cão que Ladra não Morde” (2000), “Memórias de um Assassino” (2003), “O Hospedeiro” (2006), “Mother – A Busca pela Verdade” (2009), “Expresso do Amanhã” (2013) e “Okja” (2017). 

O clássico moderno “Memórias de um Assassino” mergulha na investigação por trás de um conhecido caso de assassinato em série que nunca foi resolvido, representando o autoritarismo da época com sátira e perspicácia. “O Hospedeiro” tem como base o sequestro de uma jovem por uma estranha criatura que se arrasta para fora do rio Han, reinventando o gênero de filme de monstros e fazendo comentários sociais. “Mother”, a história de uma mulher tentando proteger seu filho de uma acusação de assassinato, é um retrato sombrio do amor maternal levando ao extremo, enquanto a ficção científica “Expresso do Amanhã” retrata os últimos remanescentes da humanidade num futuro congelado, devido ao excesso de esforço humano para deter o aquecimento global. E, finalmente, Okja é sobre a aventura de uma garota para resgatar um “super porco” geneticamente modificado, que foi criado por uma corporação visando aos fins lucrativos. 

Conhecido por seu humor cortante, socialmente incisivo e distorção das convenções de gênero, Bong Joon Ho levanta questões sobre as instituições sociais e as desigualdades da sociedade com uma mistura única de humor, emoção e suspense. Nesse sentido, Parasita é um filme muito característico dentro do trabalho de Bong JoonHo, ao mesmo tempo que leva o diretor a evoluir para um novo nível. 

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