A comédia dramática conta a história de uma jovem mulher cujo marido morreu há pouco tempo e volta como “fantasma” para ajudá-la a superar o luto durante a pandemia de COVID 19

A ideia da diretora Natalia Milano (“O Álbum das Mulheres Incríveis”) de fazer um filme durante a quarentena surgiu como uma forma de transformar um momento desafiador de paralisação cultural no país em uma oportunidade de se reinventar e fazer cinema de um jeito diferente, com o mínimo de recursos e de forma mais livre e espontânea. 

“CAMINHO DE VOLTA”acompanha uma jovem mulher que está passando a quarentena nas montanhas, no atelier do seu falecido jovem marido, enquanto lida com o luto e os acontecimentos da pandemia com a ajuda do “fantasma” dele. Em uma história dramática, com toques de suspense e comédia, ela vai ter que aprender a se virar sozinha, encarando a solidão forçada e superar o trauma da morte para poder começar sua nova vida em São Paulo pós Pandemia.

O longa todo realizado por três pessoas, em um sítio na cidade de Gonçalves (MG). Natalia assina o roteiro junto com Bryan Ruffo (ator de “Ana e Vitória”“Morando Sozinho”“Tim Maia”) e são também os protagonistas do filme. A Direção de Fotografia é de Julio Costantini, que tem uma longa carreira em filmes e séries como “DPA – O Filme”, “Tô Ryca”, “Me Chama de Bruna” – indicado a melhor fotografia no prêmio ABC.

Em março os três estavam prestes a iniciar as filmagens de outro longa na cidade de São Paulo quando o setor foi paralisado pela epidemia do COVID-19. Sem previsão de quando se daria a retomada das produções cinematográficas no Brasil, decidiram experimentar produzir de uma nova forma, totalmente independente e bem mais simples, com o mínimo de recursos, equipe e elenco. Dessa forma, permaneceram um mês em quarentena antes de se reunirem no sítio para iniciarem as filmagens de “CAMINHO DE VOLTA”. Sem assistentes, ou técnicos de som, os próprios atores se encarregavam de colocar os seus microfones e fazer sua maquiagem. A produtora paulista Feel Filmes apoiou a produção cedendo equipamentos.

Foi uma experiência muito libertadora, porque não tinha a pressão que um investimento alto, como o orçamento de um filme traz, quando se tem que alcançar uma expectativa de público e retorno financeiro. O que guiou o processo foi a criatividade e a inspiração. Também tivemos a liberdade de administrar nosso próprio tempo e filmar nos melhores horários. Tínhamos que fazer pausas para cozinhar, lavar roupa e arrumar a casa. Por outro lado, por estarmos dormindo na locação, não tinha o tempo do transporte, do trânsito… era acordar, tomar café e filmar“, conta Natalia.

A história de “CAMINHO DE VOLTA” foi criada tendo em mente a locação, que é uma casa, atelier e galeria de arte em meio à natureza, à 1700m de altitude, nas montanhas de Gonçalves (MG). O elenco conta também com Thati Lopes (“Porta dos Fundos”“Ana e Vitória”), Victor Lamoglia (“Niguém Tá Olhando”, “Ana e Vitória”) e Mayana Neiva (“Para Minha Amada Morta”), que fizeram participações em cenas em que seus personagens interagem com a protagonista através de videoconferências. Os próprios atores se filmaram, com celulares, de suas casas. O longa, que terminou de ser rodado no início de junho, está agora em processo de montagem.

SINOPSE

Uma jovem mulher passa a quarentena nas montanhas, no atelier do seu falecido jovem marido, enquanto lida com o luto e os acontecimentos da pandemia com a ajuda do “fantasma” dele. Ela vai ter que aprender a se virar sozinha, encarando a solidão forçada e superar o trauma da morte para poder começar sua nova vida em São Paulo pós Pandemia.