Primeiro longa de Ana Johann está na seleção da Mostra Aurora 

“A Mesma Parte de um Homem”, primeiro longa-metragem de ficção da diretora Ana Johann, será exibido dia 27/01, às 20h, dentro da programação da Mostra Aurora, na 24ª Mostra de Cinema de Tiradentes. O longa é uma produção da Grafo Audiovisual, com distribuição da Olhar Distribuição e traz Clarissa Kiste e Irandhir Santos no elenco. Na trama, Renata é uma mulher de quarenta anos que vive na vila rural com seu marido e uma filha adolescente. Inicialmente, ela concebe o medo como um sentimento corriqueiro, mas ao passar por algumas situações, começa a encontrar o desejo e a pulsação da vida.  

A história e as personagens têm muito da experiência pessoal da diretora Ana Johann, que viveu até os 14 anos em uma vila rural no interior do Paraná “A Mesma Parte De Um Homem’ é sobre pessoas que cruzaram o meu caminho, memórias da minha infância mas ao mesmo tempo, transvestidas em outros corpos, em outras histórias, já que como contadora de histórias eu posso simular mundos e possibilidades (…)Penso que existem muitos filmes no mundo e o mais importante e honesto é eu escrever sobre o meu universo que foi inicialmente rural e que continua sendo muito forte em mim. Eu saí deste lugar, mas estas pessoas estão de certa forma impregnadas em mim”, ela explica. 

Um dos fios condutores da narrativa é a busca da protagonista pela liberdade de decidir sua própria vida. Com esse olhar, a presença feminina se consolida tanto na narrativa como na formação da equipe de produção, por isso a maior parte dos profissionais da equipe são mulheres. A questão de papéis sociais pré determinados pela questão de gênero também se faz presente na narrativa “O filme também fala de papéis construídos pela sociedade do que é ser homem, do que é ser mulher e eu enquanto roteirista posso sacudi-los”, complementa a diretora. 

SINOPSE

“A Mesma Parte de um Homem” é um filme sobre Renata, uma mulher de quarenta anos que vive na vila rural com seu marido e uma filha adolescente. Inicialmente, ela concebe o medo como um sentimento corriqueiro, mas ao passar por algumas situações, começa a encontrar o desejo e a pulsação da vida.